
A difícil arte de conviver em sociedade, mesmo as virtuais...onde estou ? quem são vocês ? Um torre de Babel, onde as diferenças são gritantes, o e os olhos, estes jamais se cruzarão, jamais nos veremos denovo, nem em outra encarnação, pois não falamos a mesma língua. Inútil querer te ter comigo, mesmo no coração, seria como um corpo estranho dentro de mim, como um alien, prestes a saltar de dentro de minha barriga. Então procuro poemas que me acalmem a alma e o coração, e tenho Rosazul, o blog... A solidãO pode ser traidora, como estar se afogando, para tentar se salvar agarra-se a galhos como se...acho que é que tenho feito neste meus supostos contatos virtuais, sim o preconceito existe, é um fato, estamos sós, estou só...mas continuarei de queixo erguido, embora terceiromundista, com minha fala brasileira...a brincadeira fora divertida até então, acho que acabou. Uma vez um ex-amigo disse-me que o silêncio é elegantge, não acreditei e não acredito nisso, mas às vezes, o que há de se fazer, Manuela? Porque mesmo que eu tome Café com Borboleta, talvez eu não consiga ser o mesmo de outrora. A única coisa que sei é que a paz plantada em meu coração, esta jamais me abandonará...agora tenho de ir, o final de semana se aproxima, e chorar, assim como meu blog, faz parte de minha terapia de sobrevivência, terei pela frente dois longos dias em que poderei chorar...
Eu, chorando
Com essa cara toda amassada
Com esse olho em carne viva, retalhada
E esse nariz que não para de escorrer
Eu, chorando
Tão previsível quanto areia no deserto
Mais patético sem ninguém por perto
Tão imenso que não dá mais pra conter
Então sai, deixa correr
Toda a água contida
Então sai, deixa correr
Toda mágoa velada é água parada
E uma hora transborda
Eu, chorando
Com essa cara toda amassada
Com esse olho em carne viva, retalhada
E esse nariz que não para de escorrer
Eu, chorando
Tão previsível quanto areia no deserto
Mais patético sem ninguém por perto
Tão imenso que não dá mais pra conter
Então sai, deixa correr
Toda a água contida
Então sai, deixa correr
Toda mágoa velada é água parada
E uma hora transborda
Você pode não entender se às vezes fico pelos cantos
Um tanto quieta, recolhida, mergulhada no meu pranto
É que ele me liberta na hora
No momento em que eu boto pra fora
O que já não me serve vai embora
E assim, eu fico leve
ÁGUA CONTIDA by PITTY