
Não fiz o balanço de final de ano, no ano que acabou de passar, virtualmente fui tão feliz, felicidade que invadiu meu mundo real, pessoas invadiram meu coração e os acolhi com tanta alegria...mas nem tudo foi o bom, tiveram, ou não tiveram situações que gostaria de ter resolvido, ou vivido, ou dito para mim mesmo...mas agora tem este ano, quem sabe consiga continuar nesta maré de tranquilidade, ou quase. Acabaram as férias, o colo de minha mãe, a comidinha dela, voltei a minha realidade, morar só, trabalhar, ter de acordar toda manhã, agradecer a Deus, sair para rua e tentar não bater na primeira pessoa que passa por mim (tou mais controlado, agora desejo BOM DIA). Mas existem inquietações que não consigo resolver, ou deixar de sentir. Os tempos difíceis que atravessamos na política (cada vez mais podre), nos relacionamentos com as pessoas que nos cercam, cada vez mais complicado. Sinto-me fazendo o caminho inverso, enquanto tento ouvir, entender, respeitar o próximo, me parece que o "próximo" está nem aí pra mim, ou para o mundo. Um excesso de confiança (pra mim prepotência), saem magoando os outros sem se importarem,e pior, às vezes nem se dão conta. Sou um pouco vítima disso, mas quando sinto aquele par de olhos sobre mim, quase que dizendo -tu não estás feliz, tu não és feliz...Então penso que sou filho de Deus, e ele me quer bem, então tomo um remédinho, e sigo adiante. Meu coração por um lado feliz com os amigos conquistados e infeliz por olhar para frente e ver que o caminho que sigo não é mais tão longo quando era criança, que o tempo passou e passa por mim, e tenho a sensação de que falta algo para me completar, para eu ser feliz completamente (se é que existe felicidade completa). Confesso: quero me apaixonar, gostaria de experimentar acordar ao lado de alguém que queira estar comigo pelo que sou (o que eu sou realmente?) Tenho muito medo de acabar só este tempo de existência terrena que me resta...não sou eterno, e sei que um dia vai acabar. Entre fracassos e conquistas, sobrevivo, graças a Deus e os desejos de bem que recebo, de luzes azuis, besos, carinhos virtuais que se tornam reais quando os recebo. Tive um pesadelo em que não conseguia ver, estava envolto em fumaça, ouvia vozes me chamando, mas não conseguia chegar até elas, então me perdia cada vez mais...ainda bem que acordei, senão... Confesso: quero beijos sem fim e sem calendário...
METADE
Adriana Calcanhoto
Eu perco o chão
Eu não acho as palavras
Eu ando tão triste
Eu ando pela sala
Eu perco a hora
Eu chego ao fim
Eu deixo a porta aberta
Eu nmão moro mais em mim
Eu perco as chaves da casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos
Eu estou no meio
Onde será que você está agora?
ps. O título deste post peguei da Anaís do blog Sózinha na Madrugada, num comentário que ela fez em um post meu, despediu-se com este "título", eu adorei, e faz mais sentido do que imaginava quando li,os amigos virtuais continuam me inspirando. Obrigado Anaís(email para me mandar as árvores:jvmr@tj.rs.gov.br)





