
by Eliana Pedroso (esta é prova viva que não sei lidar com esta ferramenta chamada computador, meu Deus, não sei como trabalho com isso...a fotografia da árvore, aliás duas árvores em uma é muito linda, e eu consegui transformá-la, nesta imagem que postei, enfim...maiores explicações com a fotógrafa)
No primeiro dia cordialmente nos cumprimentamos, um aperto de mão, ou quase isso. Não houve aperto. Uma mão pálida, mácia e gelada. Pela parte macia meu pai diria que é maõ de vagabundo, e, o estranho é que a minha não chega a ser macia, mas não tem calos, como a dele...bom, eu sou trabalhador. Nunca fomos amigos, e , colegas por pura circunstãncia, naturalmente viemos de mundos distintos, o meu mais pobre talvez (pobre economicamente, mas muito rico em amor, cuidados...), ele, de uma mundo abastado, basta ver o carro com que vem trabalhar, e o cargo é bem superior ao meu. Este é problema. Se queres conhecer uma pessoa, dê-lhe poder, este ditado cai como uma luva para F. , assim o chamarei. Arrogância, vejo em seus olhos, mas consigo ver também uma doçura, algo que é bom, mas que fica lá, trancado, escondido. Os dias começaram agora, temos um longo ano pela frente...(continua).
"Pra onde vai o mundo, pra onde ele vai"...assim começa uma hardcore de uma banda meio punk chamada Replicantes, do tempo em que pogava, bem, mas não é isso, mimha preocupação está além de minha junventude punk, que já passou. Acho que o mundo não vai, ele vem em forma de tempestades, chuvas torrenciais, terremotos, tsunamis...fiquei muito assustado ao ver imagens do que ocorreu no Japão, meu Deus, não bastava a Líbia, acho que o exterminio humano jã começou, aliás começa quando nascemos, mas falo das mortes em massa, genocídio mesmo (caso da Líbia) e catástrofes que poderiam fazer desaparecer uma cidade de milhões de habitantes em segundos. Nossa vida está por um fio, e mesmo assim, não nos importamos, seguimos adiante, juntando dinheiro, comprando o fútil, ignorando o miserável que dorme na calçada, zelamos por nosso filho, enquanto nos lixamos ou falamos mal do filho alheio. Penso que nem toda a poesia do mundo o salvaria, ou salvaria ? Harmonia, equilibrio, fé, porque é tão difícil dar a mão ao próximo e formar-mos um corrente de amor ? Não sei responder, pra mim é muito difícil tocar o próximo, deve ser algum trauma que não identifiquei ainda, parei de fazer ginastica laboral no trabalho, porque tem exercício que se precisa do apoio do corpo do colega, desisti. Acho que os anos de solidão em que vivo, deve explicar alguma coisa, a não ser meus pais, fico muito chateado ao ser tocado. Complicado né ? Talvez isso explique também a falta de namoros, enfim...
ps. Ouço incansávelmente um "disco" do Rei Roberto Carlos, com uma super seleção de músicas dele...como me comovem as coisas que o Rei canta, ás vezes choro, talvez por imaginar, ou saber que os romances que ele canta nas músicas jamais farão parte de minha vida...sabe, tenho esperanças na vida, apesar dos possíveis tsunamis, mas tou pendurando as chuteiras...afe, quanta carência.




