sexta-feira, 11 de março de 2011

NEM TODA A POESIA DO MUNDO


by Eliana Pedroso (esta é prova viva que não sei lidar com esta ferramenta chamada computador, meu Deus, não sei como trabalho com isso...a fotografia da árvore, aliás duas árvores em uma é muito linda, e eu consegui transformá-la, nesta imagem que postei, enfim...maiores explicações com a fotógrafa)


No primeiro dia cordialmente nos cumprimentamos, um aperto de mão, ou quase isso. Não houve aperto. Uma mão pálida, mácia e gelada. Pela parte macia meu pai diria que é maõ de vagabundo, e, o estranho é que a minha não chega a ser macia, mas não tem calos, como a dele...bom, eu sou trabalhador. Nunca fomos amigos, e , colegas por pura circunstãncia, naturalmente viemos de mundos distintos, o meu mais pobre talvez (pobre economicamente, mas muito rico em amor, cuidados...), ele, de uma mundo abastado, basta ver o carro com que vem trabalhar, e o cargo é bem superior ao meu. Este é problema. Se queres conhecer uma pessoa, dê-lhe poder, este ditado cai como uma luva para F. , assim o chamarei. Arrogância, vejo em seus olhos, mas consigo ver também uma doçura, algo que é bom, mas que fica lá, trancado, escondido. Os dias começaram agora, temos um longo ano pela frente...(continua).


"Pra onde vai o mundo, pra onde ele vai"...assim começa uma hardcore de uma banda meio punk chamada Replicantes, do tempo em que pogava, bem, mas não é isso, mimha preocupação está além de minha junventude punk, que já passou. Acho que o mundo não vai, ele vem em forma de tempestades, chuvas torrenciais, terremotos, tsunamis...fiquei muito assustado ao ver imagens do que ocorreu no Japão, meu Deus, não bastava a Líbia, acho que o exterminio humano jã começou, aliás começa quando nascemos, mas falo das mortes em massa, genocídio mesmo (caso da Líbia) e catástrofes que poderiam fazer desaparecer uma cidade de milhões de habitantes em segundos. Nossa vida está por um fio, e mesmo assim, não nos importamos, seguimos adiante, juntando dinheiro, comprando o fútil, ignorando o miserável que dorme na calçada, zelamos por nosso filho, enquanto nos lixamos ou falamos mal do filho alheio. Penso que nem toda a poesia do mundo o salvaria, ou salvaria ? Harmonia, equilibrio, fé, porque é tão difícil dar a mão ao próximo e formar-mos um corrente de amor ? Não sei responder, pra mim é muito difícil tocar o próximo, deve ser algum trauma que não identifiquei ainda, parei de fazer ginastica laboral no trabalho, porque tem exercício que se precisa do apoio do corpo do colega, desisti. Acho que os anos de solidão em que vivo, deve explicar alguma coisa, a não ser meus pais, fico muito chateado ao ser tocado. Complicado né ? Talvez isso explique também a falta de namoros, enfim...

ps. Ouço incansávelmente um "disco" do Rei Roberto Carlos, com uma super seleção de músicas dele...como me comovem as coisas que o Rei canta, ás vezes choro, talvez por imaginar, ou saber que os romances que ele canta nas músicas jamais farão parte de minha vida...sabe, tenho esperanças na vida, apesar dos possíveis tsunamis, mas tou pendurando as chuteiras...afe, quanta carência.

sexta-feira, 4 de março de 2011

UM CHEIRO DE AZUL


Azul

Composição: Djavan

Eu não sei se vem de Deus
Do céu ficar azul
Ou virá dos olhos teus
Essa cor que azuleja o dia

Se acaso anoitecer
Do céu perder o azul
Entre e o mar e o entardecer
Água marinha vá na maresia
Buscar ali
Um cheiro de azul
Essa cor não sai de mim
Bate e finca pé
A sangue de rei

Até o sol nascer amarelinho
Queimando mansinho
Cedinho, cedinho, cedinho
Corre e vai dizer pro meu benzinho
Não dizer assim
O amor é azulzinho

terça-feira, 1 de março de 2011

LIBERTAS QUAE SERA TAMEN


by Anaís


Como dois e dois são quatro
A vida vale a pena
Embora o pão seja caro
E a liberdade pequena.
Ferreira Gullar


Quero minha liberdade de volta. Quero caminhar sem medo de assalto ou tempestade. Quero amar, se possível alguém como eu, que esteja só e procure um cérebro. Quero ligar a televisão para dormir, não para para ficar em choque vendo os mortos saltando da tela, do sangue escorrendo pelo chão. Quero que a humanidade prossiga em evolução, que tenha calma, espere seu momento, permita que o da frente siga em frente, pois será um caminho já desbravado, e, não atropele com seu carro as bicicletas que pedem paz no trânsito (aconteceu em Porto Alegre). Que todas as religiões preguem a paz e amor ao próximo. Que as democracias tenham liberdade e que Deus não perMita que eu assista sentado numa poltrona, o maior genocídio da nossa era, pois na Líbia caminha-se a passos largos para o fim...Até quando suportaremos escondidos atrás de nossos imóveis, bens, mundinho/umbigo, nosso vizinho ser morto e não fazer-mos nada ? Sabemos daquela história...um dia seremos nós, e saberemos o que é ninguem se importar com nossa dor. As mortes sempre exerceram um fascínio mórbido sobre mim, mas fazer o que, fui um adolescente meio só, meio dark...para onde se iria, quando o corpo começa a esfriar e perder a chama da vida, e os cemitéios, meu Deus como via beleza nos túmulos (ainda hoje gosto), mas a VIDA estará sempre em primeiro lugar, mas que sentido ou prazer terei se só eu estiver vivo ? Liberdade para viver. Liberdade para viver a VIDA.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

MEU AMOR SE MUDOU PRA LUA


Paula Toller

Mi amor se mudó para la luna

Cae la tarde sobre los hombros
de la montaña de donde me voy
el día no fué
la noche, http://lyricstranslate.com qué será?
mis cabellos por la hierba
y yo sin ni siquiera querer saber
por dónde comienzo
y a dónde voy a llegar?...

En la inmensidad de la mañana
mi amor se mudo para la luna
yo quisiera tenerte así como soy
pero ni por eso soy suya...

Voy hacia adelante como puedo
la libertad es lo que me gusta
el día nació
azul en todas sus formas
y no quiero pertenecer mas
fuera tan simple como fuera
un día partir sin ataduras ni cadenas

Hagamos un brindis
Hagamos un brindis
la noche que va a llegar
Hagamos un brindis
Hagamos un brindis
Façamos um brinde
al viento que va a bailar...

En la inmensidad de la mañana
mi amor se mudo para la luna
yo quisiera tenerte así como soy
pero ni por eso soy suya...
(Nenung)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

EM BUSCA DO HUMANO DENTRO DE MIM


by Anaís

Tempos conturbados, mas com renovadas esperanças, seguimos...Lya Luft, já aqui falei que é minha escritora favorita, tendo variações de estilo em sua obra. Num ensaio chamado Múltiplas Escolhas ela aborda temas, diria, comuns ao nosso cotidiano, aquelas afirmações ou dúvidas que sempre tivemos e derepente lemos num livro. Foi o que ocorreu-me, lá pelas tantas da leitura dou-me conta do que está escrito e eu sempre soube, mas até então...falava ela que antes de qualquer coisa somos humanos ( até aí eu já sabia, eu acredito que sejamos ). Que antes de ser-mos o homem, ou, a mulher, ou, o negro, ou, o alto, ou, o rico, ou...quando da concepção não passamos de, esperma e óvulo ?. Mas após, normalmente nove meses, nascemos, então se inicia de fato o processo, no que acabamos de nos tornar, falo por mim, estou eu aqui, cheio de si, com minhas idéias, meus conceitos/preconceitos, e tão prepotente, tão dono de minhas verdades; e nada mais sou que a soma de um óvulo com um espermatoizóide. A vida, esta é a benção de Deus, e o que fazemos nesta passagem, esquecemos que somos humanos para nos tornar aquilo e muito mais, do que já enumerei acima. Tenho a sensação de que estou sempre variando sobre o mesmo tema, acho que estou, mas tenho ainda muitas dúvidas, busco desesperadamente meu encontro comigo mesmo; embora tenha meus Pessoas, ainda sou único e humano, acreditam?
Recebi umas fotos/mensagens de paisagens deste país, e vou usar, talvez não mais bonita, mas a que mais me cativou, ou identifiquei-me, sempre a beira de um bife com nervos, digo, de um ataque...no limite de minha dor, meu sofrimento, meu amor ? amor? Bem, com raízes cravadas na pedra sustento-me a beira do abismo, que ao invés de atrair para o fundo, estranhamente dá-me forças, como antigravidade, eu subo, eu cresço. Um fotografia emblemática para mim, mas de uma beleza singular, e como disse, tou chovendo no molhado, a imagem fala por si sua mensagem.

ps. De novo O Pequeno princípe, somos responsáveis por quem cativamos, sempre acho que não tenho a responsabilidade suficiente para com as pessoas que seguem este blog, de qualquer forma os agradeço.

ps. 2. Minha paixão pelo Rei Roberto Carlos...emprestado da Eliana, minha amiga e colega, o cd Como vai você ?, onde alguns artistas cantam músicas do Rei...OUTRA VEZ, ainda serve para ilustrar um post passado acho que o segundo ou terceiro deste blog..credo, o tempo passa, e o que resta às vezes não passa de saudade, se é boa ou ruim ? sei lá!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

THE END



AZUL E AMARELO

Anjo bom, anjo mau
Anjos existem
E são meus inimigos
E são amigos meus
E as fadas
As fadas também existem
São minhas namoradas
Me beijam pela manhã
Gnomos existem
E são minha escolta
Anjos, gnomos
Amigos e amigos
Tudo é possível
Outra vida futura, passada
Viagens, viagens
Mas existem também drogas pra dormir
E ver os perigos no meio do mar
No sono pesado, tudo meio drogado
Existem pessoas turvas, pessoas que gostam
E eu tô de azul e amarelo
amarelo,azul e amarelo

Senhores deuses, me protejam
De tanta mágoa
Tô pronto para ir ao teu encontro
Mas não quero, não vou, não quero
Não quero, não vou, não quero

CAZUZA

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

BEIJOS SEM FIM E SEM CALENDÁRIO



Não fiz o balanço de final de ano, no ano que acabou de passar, virtualmente fui tão feliz, felicidade que invadiu meu mundo real, pessoas invadiram meu coração e os acolhi com tanta alegria...mas nem tudo foi o bom, tiveram, ou não tiveram situações que gostaria de ter resolvido, ou vivido, ou dito para mim mesmo...mas agora tem este ano, quem sabe consiga continuar nesta maré de tranquilidade, ou quase. Acabaram as férias, o colo de minha mãe, a comidinha dela, voltei a minha realidade, morar só, trabalhar, ter de acordar toda manhã, agradecer a Deus, sair para rua e tentar não bater na primeira pessoa que passa por mim (tou mais controlado, agora desejo BOM DIA). Mas existem inquietações que não consigo resolver, ou deixar de sentir. Os tempos difíceis que atravessamos na política (cada vez mais podre), nos relacionamentos com as pessoas que nos cercam, cada vez mais complicado. Sinto-me fazendo o caminho inverso, enquanto tento ouvir, entender, respeitar o próximo, me parece que o "próximo" está nem aí pra mim, ou para o mundo. Um excesso de confiança (pra mim prepotência), saem magoando os outros sem se importarem,e pior, às vezes nem se dão conta. Sou um pouco vítima disso, mas quando sinto aquele par de olhos sobre mim, quase que dizendo -tu não estás feliz, tu não és feliz...Então penso que sou filho de Deus, e ele me quer bem, então tomo um remédinho, e sigo adiante. Meu coração por um lado feliz com os amigos conquistados e infeliz por olhar para frente e ver que o caminho que sigo não é mais tão longo quando era criança, que o tempo passou e passa por mim, e tenho a sensação de que falta algo para me completar, para eu ser feliz completamente (se é que existe felicidade completa). Confesso: quero me apaixonar, gostaria de experimentar acordar ao lado de alguém que queira estar comigo pelo que sou (o que eu sou realmente?) Tenho muito medo de acabar só este tempo de existência terrena que me resta...não sou eterno, e sei que um dia vai acabar. Entre fracassos e conquistas, sobrevivo, graças a Deus e os desejos de bem que recebo, de luzes azuis, besos, carinhos virtuais que se tornam reais quando os recebo. Tive um pesadelo em que não conseguia ver, estava envolto em fumaça, ouvia vozes me chamando, mas não conseguia chegar até elas, então me perdia cada vez mais...ainda bem que acordei, senão... Confesso: quero beijos sem fim e sem calendário...

METADE
Adriana Calcanhoto

Eu perco o chão
Eu não acho as palavras
Eu ando tão triste
Eu ando pela sala
Eu perco a hora
Eu chego ao fim
Eu deixo a porta aberta
Eu nmão moro mais em mim

Eu perco as chaves da casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos
Eu estou no meio
Onde será que você está agora?

ps. O título deste post peguei da Anaís do blog Sózinha na Madrugada, num comentário que ela fez em um post meu, despediu-se com este "título", eu adorei, e faz mais sentido do que imaginava quando li,os amigos virtuais continuam me inspirando. Obrigado Anaís(email para me mandar as árvores:jvmr@tj.rs.gov.br)