É claro agora. O ponto. O instante. O portal. Um mergulho. Outra dimensão.
Atravessar a porta. O portão. Entrar no mar. Sair do ar. Me tornar um ser humano virtual.
Começo a perceber a diferença, do que me torno vivendo o mundo virtual. Na verdade, não há diferença, pois ninguém mostra o monstro que é...mostramos o que achamos que temos de melhor; meu melhor texto, meu melhor poema, minha melhor foto, enfim...como na vida real mostramos o "belo" de nossa personalidade, aquilo que os outros vêem em nós ou gostaríamos que nos vissem.
Tenho medo de ter caído nesta cilada, armada por nós mesmos. Embora sempre tenha brincado com minhas metáforas,nos meus delírios escritos, minhas mentiras sinceras; que forma meu redemoinho na busca de uma suposta literatura.
Quero buscar e encontrar minha verdade, mas será a internet o lugar certo (para mim é, não tou viciado, mas se passo muito tempo sem me conectar, é como se o ar começasse a faltar).
Mas a vaidade, a prepotência que tanto temo, pode fazer com que comece buscar escritos que agradem, mas como saber, como agradar ? E agradar quem ?
Hoje quero um pouco de sinceridade comigo, quero escrever para mim, como quando comecei, como Anaís faz em seu blog Sózinha na Madrugada (que adoro). Mas e as trocas, as visitas e os comentários...bom, eu gosto disso, aprendi a gostar à medida que meu blog ía se formando, aliás ele continua se formando, assim como eu.
Precisamos de amigos, então devemos respeitar, e já que o que usamos são as palavras para nos conectar-mos, tentemos ser os mesmos, virtual e real, senão um dia não saberemos mais quem verdadeiramente somos.
ps. Tou feliz demais ao saber notícias de minha poetinha Rosana Azul, ela estava na terrinha, mandou-me um email com uma foto linda do rio Tejo, que não é esta, mas é o Rio Tejo de Portugal.




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