Mas um dia
O Verbo se fez Carne
E habitou entre nós.
Fez pesar sobre mim
As faltas dos anciãos,
Deu-me cajado,
- Pastora sem terras,
que faço com isto ? -
- Pastora perdida -
nos prados de meu Deus !
E escolhi, escolhi
Ovelha preta, ovelha branca
E fui perdendo
Um a um os rebanhos
Que me mandou.
Bebi na pedra o opróbio,
Quebrei a bilha no chõ,
Perdi hora após hora,
Desnorteavam-me
Chilreio e balido.
Só Deus seguro.
Só Deus estável.
Tudo se moviae mudava.
Era solidão infinita
Que recebia
Minha esquiva solidão.
E fui pra Deus.
Betty Yelda Brognoli Borges Fortes
* Final do poema 'Como Deus Me Contemplava!' do livro 'Novela Pascal' publicado nos anos 70, sendo o livro que li e estou lendo (poesia sempre pede mais de uma lida) , é de minha amiga Eliana, autografado pela autora no final dos anos 70, pois a poeta fora sua professora...






