terça-feira, 15 de agosto de 2017

"UM POEMA ABRE UMA JANELA"

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Às vezes precisamos passar por situações que nós mesmos provocamos, para termos a certeza que foi um equívoco, um erro de nossa parte. Eu cometi um, tirando os comentários do meu blog, a parte que mais gosto (auto flagelo ?). Mas me sentia só e abandonado até    pelos meus reais amigos virtuais, coisa da minha cabeça. O bom foi que não parei de escrever, meu velho humor negro rss...Mas     foi     justamente  a amizade, os amigos que me mostraram  quanto estava errado, ninguém é feliz sozinho diria     João Gilberto. Mas existe a solidão, aquela que talvez não escolhemos, mas nos vemos sós, a casa vazia, os parentes se foram e os vivos esqueceram. Mas quando um amigo lembra e nos liga só para saber das últimas, das conversas bobas que terminam em risadas, ou um email perguntando   onde ando e como estou. Aí está o valor da amizade. Andei duvidando, mas não pelos amigos, mas por mim...Agora sei que não estou sozinho, sempre tenho Deus no meu coração e Ele não deixa as verdadeiras amizades me esqueceram. Tenho amigos sim e amo cada um deles com o amor que me amam. Talvez viver sozinho seja uma escolha, uma necessidade momentânea. Embora hoje esteja só, não crio expectativas de um futuro   cheio de gente, mas quem sabe alguém para me cobrir depois que eu dormir ou me acordar com um beijo.... mais  Mário Quintana: 

Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela
abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo —
para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

QUEM SABE

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Quem Sabe um Dia

Quem sabe um dia
Quem sabe um seremos
Quem sabe um viveremos
Quem sabe um morreremos!

Quem é que
Quem é macho
Quem é fêmea
Quem é humano, apenas!

Sabe amar
Sabe de mim e de si
Sabe de nós
Sabe ser um!

Um dia
Um mês
Um ano
Um(a) vida!


by Mario Quintana

terça-feira, 8 de agosto de 2017

ANESTESIA



Poderia ser de um avião, que se olha as nuvens   e o céu pela janela, mas   leve era o sono, que me chamava para flutuar no nada delicioso de uma anestesia. Voltei mais duas vezes, mas me deixei levar, estava tudo bem, logo estaia na ativa, Sono profundo. 
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Mas maravilhosamente era uma janela, na sala de recuperação, após uma cirurgia, que por instantes cheguei a pensar em um avião. Anestesia.
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terça-feira, 1 de agosto de 2017

CARNE APUNHALADA


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Os punhais cravados nas costas, que não são largas Zélia Duncan, atravessaram meu corpo e atacaram meu coração que batia absorto a tudo e todos, me mantendo vivo. Sinto o sangue escorrer nas minhas costas, lembro de Cristo e no entanto não sinto a mesma passividfade, e não darei meu peito nem minha cara para ser esbofeteada, apenas ficarei assim, em silêncio, como estou a tanto tempo, enquanto meu sangue escorre corpo abaixo...Tenho medo dos remédios me confundirem a real realidade e me fazer sorrir junto de todos, mas não sou eu, não estou ali. Somos estranhos e egoístas, e juntos nos auto destruímos ou destruímos os outros. Eu sou os outros. Mesmo olhando pela janela e ver a cena que se repete nos últimos anos, uma árvore de ipê rosa. Cachopas de flores nas pontas de galhos secos, mas vivos e vitais no amparo da flor, na ponta. Por vezes percebo um leve sopro invisível, e uma flor flutuando se joga no vidro da janela, estendo a mão, mas não consigo pega-la, o vidro está fechado, como meu corpo apunhalado pelas costas. (eu só queria ser visto como os demais, que não subestimasse meu cérebro que está conectado ao meu coração, que sofre, sangra quieto dentro do meu peito, esperando o momento de parar ou partir para longe daqui, que é minha casa, que não é minha casa...) Talvez eu não derrame nenhuma lágrima, talvez troquemos olhares e olas durante o dia...mas de noite trancado no meu quarto, não quero fazer parte disso tudo que nos cerca, e na impossibilidade, afundo minha cabeça no travesseiro, tomando algumas gotas de rivotril, peço a Deus perdão, ajuda e cuidado, e Ele me faz adormecer, antes do desejo contido de morrer e não ser eu minha terra gotejada de sangue de minhas costas apunhaladas, meu finito latifúndio.